Eu sempre fui um apreciador de histórias de vampiros. Curiosamente, esse apreço começou com a novela Vamp, que me conquistou apesar de apresentar uma visão cômica dos vampiros — se bem que eu era criança na época, então essa comicidade não chegava a ser algo ruim.

Mais tarde vieram os filmes Drácula de Bram Stocker e Entrevista com o Vampiro, ambos além de serem excelentes filmes acabaram me apresentando também à literatura vampiresca. Em 1998, quando conheci o RPG, o Vampiro: A Máscara teve um apelo muito maior do que o GURPS ou o AD&D, por causa do fascínio que eu já tinha pelos chupadores de sangue.

Recentemente os vampiros voltaram aos holofotes, pra todos os lados temos livros, filmes e séries sobre essas criaturas. Há para todos os gostos, da sensualidade “gore” dos livros e da série True Blood ao puritanismo que brilha no sol da saga Crepúsculo.

Mas e no Brasil? Temos autores que escrevem sobre vampiros? Sim, temos! Basta dar uma passeada na área de Literatura Fantástica ou de Horror de uma grande livraria que você vai se deparar com diversos livros vampirescos; se parar para olhar os nomes dos autores vai se surpreender em ver que não são todos estrangeiros.

Através do podcast Papo na Estante (infelizmente já encerrado) eu fiquei sabendo da existência não de apenas um livro, mas de uma série de livros de vampiros, escrita por uma autora maranhense chamada Nazareth Fonseca. Trata-se da série Alma e Sangue, que conta a história de amor entre uma humana e um vampiro. Clichê? Totalmente! Mas não é por isso que deixa de ser bom.

O primeiro livro da série se chama O Despertar do Vampiro e nos apresenta Kara Ramos, uma restauradora contratada para cuidar de um antigo Casarão em São Luís, Maranhão, e recuperar sua antiga glória e esplendor. O que ela não imaginava é que iria encontrar um vampiro, que passou os últimos 200 anos dormindo no sótão do Casarão para se recuperar de ferimentos sofridos em um incêndio (alguém mais pensou “torpor”?).

O vampiro é Jan Kman, um huguenote que escapou do massacre da noite de São Bartolomeu, graças a um vampiro que o espreitava há anos e o havia escolhido para ser seu “filho”.

A relação entre Kara e Kman é tempestuosa desde o início, ele está acostumado a ser obedecido por todos ao seu redor, seja pelo temor que consegue causar nas pessoas ou pelo charme sobrenatural que possui, mas Kara, mesmo amedrontada e atraída, desafia-o a todo instante e nunca deixa de tentar escapar dele ou até de destruí-lo.

A primeira metade do livro basicamente se resume ao encontro dos protagonistas e à constante troca de insultos, tentativas de assassinato, declarações de amor e mordidas orgásticas entre eles, mas na segunda metade surge a figura de Gustave, o dono do Casarão, que possui uma grande obsessão por Kara e um ódio sem fim por Kman.

O livro segue revelando o passado de Kman, sua relação com Gustave e o elo que Kara, mesmo sem saber, possui com ambos. O final do livro é um “cliffhanger” bem legal, eu pelo menos estou na maior expectativa de ler o segundo livro da série, chamado O Império dos Vampiros, mas estou com várias leituras à frente dele e só devo continuar a série em 2011.

Que uma coisa fique bem clara, O Despertar do Vampiro é essencialmente uma história de amor, na qual o galã/príncipe/mocinho é um vampiro, e não uma história de ação ou de horror. Se você absolutamente não gosta de histórias de amor, talvez seja melhor deixar esse livro passar, mas se gosta de vampiros e não se importa com um pouco de sangue com açúcar vale a pena dar uma olhada. Pelo menos não tem ninguém reluzindo ao sol.

Um nerd com compulsão por comprar RPGs, pocket books e temporadas completas de séries de TV, mas que quase nunca tem tempo de jogar, ler ou assistir tudo que tem.

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