Domingo, dia 18, encerrei uma seqüência de aventuras de Dungeons & Dragons de três anos, jogando umas seis vezes por mês. As aventuras daquele grupo de aventureiros continuará no futuro, claro, mas por ora parei de mestrar D&D. O motivo pode ser resumido numa única palavra, burnout. Basicamente, significa que eu mestrei tanto e por tanto tempo que enchi o saco.

Já sofri de burnout no passado, pelo menos outras duas vezes. O interssante deste é que enfarei de mestrar D&D — e só de mestrar. Se algum jogador meu resolver tocar uma campanha própria, irei jogar alegremente. Porém, apesar de um deles ter se animado a mestrar uma campanha de GURPS Fantasy 4ª. edição, parece que eu continuarei a mestrar regularmente nas sextas-feiras. E estou muito feliz com a perspectiva de mestrar outra coisa.

© 2009 Tuomas Korpi

Ao olhar para minha estante de RPG e ver todos aqueles sistemas empolgantes, de Star Wars Saga Edition a Unhallowed Metropolis 2nd Edition, do simples Bulldogs! da Galileo Games ao complexo Alpha Omega da Mind Storm Labs, do velho Æon Trinity ao novíssimo Savage Worlds Deluxe Edition; qualquer coisa menos D&D. Já havia algumas semanas que eu estava enjoado e precisava parar de mestrar o sistema da Wizards of the Coast. Chegava Sábado à noite (quando eu geralmente preparo o jogo de Domingo de manhã e também da tarde da Sexta-Feira seguinte) eu respirava fundo, me sentava em frente ao computador e, com os dois primeiros Monster Manual abertos, preparava qualquer coisa. Sério, eu já nem queria mais saber, só rabiscava uns “plot-points” minimamente necessários para a próxima sessão rolar, mais dois combates, marcava as páginas e enfiava tudo de volta na bolsa de RPG. Fim da tarefa, hora de fazer algo realmente interessante.

Agora, porém, que estou livre do D&D por vários meses,  folheio livros com prazer, selecionando o que vou mestrar e preparando tudo com cuidado e atenção. Mecânicas novas, NPCs, armadilhas, plot-twists, mapas, áreas para serem exploradas, mistérios, cidades, navios e naves. Tudo é novo, e tudo é divertido.

Pretendo também ser este período sans-D&D bem longo. Estou pensando em parar durante todo 2012, para ano que vem ficar com vontade de mestrar o jogo novamente — realmente com vontade. Da última vez que sofri burnout com um sistema, fiquei muito pouco tempo sem mestrá-lo, o que não levou a uma vontade verdadeira de voltar. Desta vez eu quero ficar doido de vontade de voltar a mestrar para aqueles paragons (não são mais heróis, afinal) em Planescape. Por isso um descanso de quase um ano.

Meu “burnout 2012″ pouco tem a ver com as cagadas do Monte Cook e da Wizards nos “excitantes” anúncios sobre o D&D Next. Para não pegar nojo da WotC, parei de ler qualquer coisa sobre o vindouro sistema. Por ora não tenho qualquer interesse nele, já que a 4e é mais que suficiente para mim. De fato, considero jogar com as regras da Rules Cyclopedia antes de sequer pensar em D&D Next! (Ironicamente, Monte Cook foi o idealizador original do Planescape, o cenário onde venho mestrando desde 2009 e do qual tanto gosto.)

© 2010 Dmitry Dubinsky

Esta semana estou montando um cenário de Alpha Omega e outro de Savage Worlds/Realms of Cthulhu; Para Alpha Omega vou mestrar o cenário-introdução que vem no livro básico, e logo depois Milk Run, um cenário mais encorpado, vendido no site da Mind Storm Labs. Espero que o pessoal goste do sistema, porque a ambientação do jogo é animal. Já Savage Worlds será um cenário passado na Primeira Guerra Mundial, usando o suplemento Realms of Cthulhu (ou o pouco dele que não foi parar na Deluxe Edition do Savage Worlds). Também vou estrear os dois maços de cartas que comprei da Pinnacle, o Adventure Deck e o Action Deck. Depois irei adaptar umas aventuras da  Genius Gamesoriginalmente feitas para Call of Cthulhu — o RoC tem tabelas detalhadas para conversão de CoC para Savage Worlds, e pretendo usar essas regras.

Ouvintes das Sessões de Jogo da Terceira Terra ainda irão ouvir as sessões de Well of Worlds por um bom tempo graças ao atraso entre gravar e por no ar, mas dentro em breve também ouvirão Milk Run de Alpha Omega e o cenário de horror de minha autoria, Cinzas sobre Maginot, para Savage Worlds, passado na Primeira Grande Guerra.

D&D ainda é meu RPG favorito, mas por ora nunca vi outros jogos com tão bons olhos!

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

Facebook Twitter Google+ Flickr Vimeo Skype  

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE
%d blogueiros gostam disto: