Salve, salve, minha galera nerd! Vamos chegando e se aconchegando aqui ao pé do fogo e pegando uma rodada para esquentar… Se não me falha esta velha memória, deixamos um papo por terminar. Eu sei, já estava meio tarde. Romanos, Cristãos e Celtas, certo?! Bom, vamos nessa!

Os romanos eram, por herança e desde sempre, politeístas. Porém, perto da extinção do grande império, eles haviam se convertido ao cristianismo. De um povo beligerante e conquistador, em que seus deuses possuíam sede por conquistas e batalhas, onde seus soldados eram viris e aptos a uma boa batalha, não temendo nada a não ser a fúria de seus deuses e os maus augúrios, foram se transformando em seres mais dóceis à medida que a nova religião ia se instalando.

O cristianismo prega o entendimento entre os homens, a harmonia, a paz e tudo que há de bom sob o “domínio” de seu único Deus. Isso causou uma revolução no pensamento da época. Modernamente, tivemos um exemplo durante a década de 1970, na Guerra do Vietnã, quando uma cultura hippie, pacifista, se manifestou. Não comandava o mais forte ou mais apto, mas sim o enviado de Deus. Assim começava o direito divino dos reis…

Os celtas não conseguiam entender um povo que passava por este mundo tentando se preparar para um pós-vida e “negligenciando” as coisas que seriam mais naturais, como a sexualidade. Penitências e reclusões não eram fáceis de assimilar para um povo que vivia na natureza. Muito menos uma nova colonização pois, além de estarem dominados durante muito tempo pelos romanos, o cristianismo também queria civilizá-los e “salvá-los”.

Nossos bárbaros incultos estavam conectados à magia que vinha da natureza e da Grande Mãe: a Deusa. Sua igreja era o campo e seu altar, as rochas; suas celebrações eram no meio do que eles entendiam como casa: a natureza. Para eles o mundo físico e o espiritual era um só; para os cristãos era o contrário, seu Deus estava de um outro lado e eles deveriam lutar com todas as suas forças para serem dignos de estar em sua presença.

© 2012 Yamino

Em questões quotidianas eu conto para vocês algo bastante interessante para ser observado pelos mestres de Pendragon: Cavaleiros Cristãos tem o laço de vassalagem e lealdade/pacto de sangue. Porém, se um Cavaleiro Celta/um celta comum jurar amizade, pode contar que é algo que transcende qualquer laço, é algo que era levado muito a sério. Se um celta disser: “Sir Brodas é meu amigo” e algo der errado com Sir Brodas, contem com um clã inteiro para resolver o problema sem pestanejar e sem politicagem.

Novamente está ficando tarde, é hora de descansar das nossas lutas diárias. Espero que tenham gostado dos petiscos e que a conversa tenha sido proveitosa. O taverneiro está gritando da cozinha e pede para avisar que o mural da taverna está disponível e bem receptivo para mensagens!

Um forte abraço e até a nossa próxima conversa aqui nessa taverna!

Um nerd normal, que sabe um pouco de Latim, pesquisa Idade Média e escreve bastante. Professor por vocação, tenta gerar pensamento crítico na cabeça dessa molecada dando suas aulas doidas de Produção Textual, Português e Literatura. Amante de uma boa cerveja e um ótimo papo com a galera.
Adsum! Estamos presentes!

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