Marvel UnlimitedEm Dezembro de 2013 eu me tornei assinante do Marvel Unlimited. Além do gigantesco e sempre crescente catálogo de gibis antigos, o serviço disponibiliza, toda semana, os gibis publicados pela Marvel exatamente seis meses atrás. Quando assinei o Marvel Unlimited, comecei a ler a partir dos eventos que levaram a Civil War (2006), mais ou menos quando e onde eu havia parado de ler gibis. Levei menos de dois anos pra chegar a 2013, mas este ano eu enrosquei.

Então este é um desafio de mim para mim mesmo: ler 12 gibis da Marvel no Marvel Unlimited por dia. É mais uma meta motivacional, na verdade, porque eu espero raramente, se quando, conseguir ler doze gibis todos os dias. Eu levo cerca de 20 minutos pra ler um gibi. Doze gibis me levariam 4 horas para ler. Eu não vou conseguir logar quatro horas lendo gibi todos os dias — talvez se eu lesse apenas gibis, mas minha leitura diária envolve blogs, um pouco de jornais e livros, além de gibis de outras editoras. A meta não é para eu me sentir um fracasso por não ler doze revistas todo dia, é para eu me lembrar que tenho acesso a um acervo maravilhoso (wink wink nudge nudge) dessas histórias que gosto tanto. Tenho que manter minha fama de Marvete, afinal de contas!

Hoje, por exemplo, eu fui meio fraco. Li só quatro revistas. Aqui vão elas:

  • Amazing_Spider-Man_Vol_1_700.1Amazing Spider-Man #700.1 (David Morrell/Klaus Janson/Steve Buccellato) – Eu já estou algumas edições dentro de Superior Spider-Man mas por algum motivo pulara as quatro edições 700 do gibi, que acho que saíram logo antes do Peter Parker morrer e o Dr. Octopus adentrar seu corpinho. Muitas surpresas pra mim aqui: fazia tempo que eu não via o Klaus Janson desenhando (eu ainda prefiro o trabalho del arte-finazliando o saudoso Sal Buscema ou daqui-há-pouco saudoso Frank Miller). E Steve Buccellato nas cores, irmão mais velho de Brian Buccellato, escritor e desenhista que trabalha com a DC Comics; muito legal, não conhecia o Steve. Prazer, Steve!
    • A história desta edição é Frost: Part One. Uma ominosa nevasca de aproxima da Nova Iorque de um Homem-Aranha já exausto pelas noites mais longas e mais frias de Novembro. Basicamente, estabelece as condições para a conclusão na revista seguinte.
  • Amazing_Spider-Man_Vol_1_700.2Amazing Spider-Man #700.2 (David Morrell/Klaus Janson/Steve Buccellato) – Frost: Part Two. O sentido-aranha de Peter Parker o alerta de que algo de errado pode estar rolando na casa da Tia May. Parker jamais conseguiria alcançar Long Island durante a nevasca do século, mas o Homem-Aranha consegue. Só que ele topa com várias crises no caminho até a casa da Tia May (que, de fato, corre o risco de morrer de hipotermia): incêndios, uma ambulância presa na neve, um Homem-Aranha quase desmaiando de exaustão… adorei essa história. Sem super-vilões, sem eventos siderais; um fim-de-semana particularmente exaustivo para o Homem-Aranha. Eu senti junto com o Peter o medo dele não chegar a tempo de salvar a Tia May. Rola até umas alucinações no caminho, de tão cansado e morrendo de frio que ele está. Não é uma história de Natal, mas poderia ter sido.
  • Amazing_Spider-Man_Vol_1_700.3Amazing Spider-Man #700.3 (Joe Casey/Timothy Green/Walden Wong/Brad Simpson) – The Black Lodge Part 1: Convalescence. Durante uma briga com um vilão pirotécnico de quinta categoria, o Homem-Aranha se descuida e acaba todo queimado; o tipo de queimaduras que matariam uma pessoa normal, mas leitores assíduos do Aranha sabem que ele tem um tipo limitado de fator de cura, vai ficar bem. Exceto que uma ambulância preta chega no lugar da briga (o vilão, Firebrand, também desmaiara) e paramédicos vestidos de preto catam os dois, sem saber quem que o cara com queimaduras de terceiro grau em 80% do corpo é o Homem-Aranha, e levam-nos para um lugar chamado Black Lodge — um hospital secreto e especializado em tratar super-vilões. Peter Parker acorda todo enfaixado, todo fodido, sem saber onde está e o que está fazendo lá. Enquanto isso, não só o hospital está cheio de vilões convalescentes, mas o Cirurgião Geral leva os disparadores de teia do Homem-Aranha para o laboratório para análises… em outras palavras, fodeu! Curti muito o set up desta história. Mal posso esperar para ler a conclusão.
    • O gibi termina com uma história de backup da Black Cat chamada Cat And Mouse – A Black Cat Mystery e produzida inteiramente por mulheres: texto de Jen Van Meter, lápis e arte-final de Emma Ríos e cores de Jordie Bellaire. Jen Van Meter havia trabalhado com a Black Cat numa mni-série em 2010 mas eu a conheço do trabalho fenomenal que ela vez com reimagining de Dr. Mirage para a nova Valiant Comics em 2014 (você tem a obrigação moral de ler essa história, fã de gibis ou não). Emma Ríos desenha pra burro. Sério, como é que a Marvel deixou essa talentosíssima espanhola de quarenta e poucos anos escapar! Bom, dá pra conferir o trabalho mais atual dela em Pretty Deadly para a Image Comics, do qual eu juro comentar aqui um dia. Esta história é uma divertida, ainda que curta, aventura da Black Cat usando uma festa à fantasia numa mansão para investigar destruições de obras de arte.
  • Inhumanity_Vol_1_1Inhumanity #1 (Matt Fraction/uma pancada de pencilers/Mark Morales/Laura Martin) – Eu não vi que o aplicativo do Marvel Unlimited no meu iPad havia invertido a ordem da minha biblioteca para “newer to older”, então peguei esta revista pra ler dez meses pra frente de onde eu estou atualmente na cronologia Marvel (eu salvei na biblioteca do app tudo o que quero ler que saiu de Janeiro e Dezembro de 2013). Logo, não entendi lhufas, mas curti a narrativa do Matt Fraction, um cara que raramente decepciona. Thanos invade Attilan por causa de algum rolo com um filho dele que é inumano (?), e Black Bold não vê outro jeito se não evacuar a população para a Terra e destruir Attilan. Como conseqüência, as Névoas Terrígenas se espalham pelo planeta, ativando genes inumanos dormentes na população. A Raina Medusa, ainda sofrendo com a pancada de perder seu reino e seu rei ao mesmo tempo, ordena um já perturbado Karnak a usar seus poderes/intelecto para explicar a porra toda. Ganhamos aí uma tremendamente legal nova origem dos Inumanos, sua relação com os Kree, com o Homem de Neanderthal, com os primeiros humanos, e também uma explicação maneira para as nossas lendas sobre civilizações avançadas pré-históricas.
    • Aparentemente Black Bolt queria que a cidade fosse destruída…? Ou então sabia que um dia isso ia acontecer e tentou parar um plano do irmão… ou será que o plano era dos dois? O que quer que seja que vem por aí, foi suficientemente ominoso pro Karnak pular da Avengers Tower e se matar (exceto que eu sei que ele não morreu porque ele ganhou uma série própria recentemente. Menos mal). Ficamos então com uma Rainha Medusa ainda mais transtornada (a capa da edição #2 é ela tentando, literalmente, segurar o peso do mundo nas costas). Mal posso esperar para ler a #2, no entanto prefiro esperar chegar lá naturalmente, i.e. atravessando o ano de 2013 na Marvel que salvei na minha biblioteca virtual. E agora, pelo menos, eu já tenho um foreshadowing do que me espera em dez meses no Universo Marvel-el-el-el!

É isso. Volto amanhã para mais um capítulo da minha busca pela cronologia perdida!

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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