Capa de Dragon of the Hourglass Mage

Capa de Dragon of the Hourglass Mage

Primeiramente vou começar com o politicamente correto pra esse tipo de post, sim teremos spoilers de vários livros, esse post se dedica principalmente a quem já tem algum conhecimento dos romances de Dragonlance.

Dragon of the Hourglass Mage é o terceiro e ultimo livro da série Dragonlance Dark Chronicles, assim como os dois anteriores – Dragons of the Dwarven Depths e Dragons of Highlord Skies – ele conta parte da historia que ficou não contada nas crônicas, em especial nesse livro as desventuras do mais controverso mago de Krynn, aquele que muitos de nós fãs dos romances acreditamos ser o melhor personagem desses, Raistlin Majere.

O livro se inicia com a chegada de Raistlin Majere a grande biblioteca de Palanthas, logo após escapar do Maelstrom em Red Sea deixando para trás seus companheiros para um destino não tão esperançoso, como nós ja sabemos o final não foi tão tragico para os Heróis da Lança.

O livro conta basicamente os 25 dias a seguir-se do aparecimento de Raistlin na biblioteca de Palanthas, como ele realmente domina a Dragon Orb, sua troca para os mantos negros, sua jornada a Neraka e sua reaparição providencial, no desfecho da Guerra da Lança e principalmente sua relação com Fistandantilus, o já bem conhecido mago dos mantos negros, considerado outrora o maior mago de Krynn.

O livro é bem escrito, traz os eventos de forma corrida em dias, ou seja, acompanhamos dia a dia o que Raistlin planeja e o que acontece em sua vida. Porém peca em novidades afinal, esse livro diferente dos dois primeiros, é muito mais ligado aos acontecimentos em movimento das Crônicas, sua narrativa e acontecimentos ficam muito mais atrelados a dinâmica de realmente preencher os vazios deixados nas publicações de mais de 20 anos atrás.

O ponto mais positivo no livro é que os autores exploram um personagem, que até então pouca coisa realmente de valor havia trazido a série, Iolanthe – a maga de vestes negras, serva da lider dos mantos negros e amante do Imperador Ariakas. Suas aparições e interações muitas vezes roubam a cena, e em alguns momentos chega-se a duvidar quem realmente é o protagonista do livro.

O livro, apesar de não indispensável na coleção de um fã de Dragonlance, é uma boa adição a sua biblioteca.

Posto isso, vou dar a minha opnião de leitor e não mais de resenhista:

O livro me decepcionou! Tinha altíssimas espectativas, Raistlin perdeu na minha humilde opnião muito do glamour e da natureza que o consagrou, ele está muito mais para o Raistlin do fim do Legends, mais dado a emoções e as fraquezas que ele tanto desprezava e que o consagraram em suas aparições dos livros anteriores.

O que na minha opnião, é uma incoerencia, já que no inicio do Legends vemos o Raistlin mais distante sombrio, como estamos acostumados, essa “moleza” no carater do personagem pra mim fez com que se perdesse muito do prazer da leitura, ainda, é decepcionante, porque cheguei ao ponto em que não consigo pensar no Raistlin com poder menor do que de um Deus, e ver novamente o personagem em “low level” foi bastante frustante.

Em compensação, Iolanthe foi uma grata surpresa, até mesmo as aparições de Kitiara, ainda que relegadas a segundo plano foram muito boas.

Na minha opnião o livro teria uma nota inicial de 6/10 – subindo para 7/10 só porque é Dragonlance.

Abraços e até a proxima

Fe palado calib, fe Istaras apalo

Douglas é jogador de futebol americano pelo São Paulo Spartans, sempre arruma um tempinho para jogar RPG desde os 10 anos de idade, e nas horas vagas — mas só mesmo nas horas bem vagas— ele é arquiteto.

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