Foto: “Playing Cards” pro JohnLobster (© 2006, via DeviantArt).

Há um mês, o podcast Happy Jacks leu o e-mail de um ouvinte que sugeriu uma regra alternativa ótima para a iniciativa de Savage Worlds, inspirada no jogo de pôquer, que irei compartilhar com vocês aqui, estreando meus textos sobre o sistema (ando jogando regularmente agora):

1. Durante a iniciativa, embaralhe as cartas e dê o baralho para o jogador à sua esquerda. Este jogador irá distribuir não uma, mas cinco cartas para cada jogador e para o GM, faces para baixo.

2. No começo do round, cada jogador irá virar uma carta e deixar essa carta virada para cima. No segundo round, a segunda carta será virada e também mantida para cima, e assim sucessivamente.

3. Ao começo do quinto round (se houver um quinto round; não é muito comum em meus jogos) cada jogador terá uma mão de pôquer à sua frente. Se a mão de um jogador bater a do GM, ele poderá acrescentar um raise gratuito em qualquer jogada que fizer. Alternativamente, o jogador pode trocar esse raise por um bennie se for mais interessante para ele.

4. O jogador que distribuiu as cartas irá recolhe-las e entregar o baralho para o jogador à sua esquerda, que executará os passos novamente (ou no próximo combate).

Eu gostei muito dessa regra, acrescenta ainda mais um elemento de jogos de cartas ao Savage Worlds, que já usa baralho e fichas de pôquer. Acho que, para funcionar, não deverá haver Curingas no baralho: primeiro, porque não há Curingas no pôquer; segundo, porque quando o Curinga é sacado o baralho precisa ser reembaralhado, estragando toda a brincadeira; terceiro, com essa regra alternativa de iniciativa, já há um fator que bonifica o jogador aleatoriamente (de fato, pode beneficiar mais de um jogador ao mesmo tempo, se mais de um bater a mão do GM).

"Cards" © 2007 shadow-theatre (via DeviantArt)

Também acho que seria legal se o GM ganhasse um raise extra ou um benniese a mão dele bater a de todos os jogadores. Claro, quanto mais jogadores à mesa, menores suas chances de bater todo mundo, o que prejudicaria (em teoria) mesas com poucos jogadores. Em meus próprios jogos, o GM (eu) não ganha nada se ninguém consegue bater sua mão.

Finalmente, acho que você deve considerar manter as cartas à mesa mesmo se o combate terminar antes de cinco rodadas, usando as mesmas cartas no combate seguinte. Combates em minhas mesas duram dois, três rodadas, então as cartas restantes podem ficar à mesa até todo mundo virar suas cinco cartas. Desse modo, a cada cinco rounds, não importa quantos combates leve, você terá uma mão de pôquer para comparar com todo mundo e ver quem ganha a bonificação.

É isso. O que achou? Experimente e venha aqui me contar depois como foi. Fique também à vontade para descrever nos comentários outras variantes de iniciativa que você já tenha usado.

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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