Saudações, RPGistas!
Todo rpgista sabe o que é uma falta de inspiração, tanto narradores quanto jogadores… às vezes você simplesmente não tem nenhuma ideia para o tema da aventura, do que fazer na aventura, do que escrever no background da personagem, etc. E nessas horas o que você faz? Apela para os clichês.
Clichês são aquelas situações manjadas de tudo que é história, exemplo: os heróis são convocados pelo rei para a missão; os heróis começam o jogo numa taverna; os heróis têm que resgatar a princesa; os heróis têm que impedir o grande mago das trevas de libertar/acordar o antigo demônio/dragão; o assassino é o mordomo; os heróis têm de encontrar a espada/lança mágica,que é o único artefato que pode derrotar o dragão/demônio; os heróis têm de sair pelo mundo para encontrar os dez cristais do poder, para que eles não caiam em mãos erradas; etc.
Como fugir disso?
Você pode conseguir inspiração de diversas formas: lendo livros, revistas de RPG, vendo filmes, vendo animês e desenhos, vendo seriados, jogando videogame e até lendo jornal. Nunca se sabe quando será atingido pela inspiração ou quando terá um brainstorm (“tempestade cerebral”, que é quando você começa a ter um monte de ideias ao mesmo tempo). Então o mais importante é anotar as ideias em algum lugar, eu anoto num papel que deixo sempre dentro do caderno que uso pra escrever as aventuras (tomara que meus jogadores não leiam isso) e sempre que vou fazer uma aventura dou uma lida naquele papel, pra ver se posso usar alguma ideia.
Mas estou sem ideia nenhuma e a inspiração não vem de jeito nenhum, e agora?
Ok, aí você pode usar clichês… Mas tente disfarçar, para pelo menos ter um pouco de graça. Exemplo: os heróis são convocados pelo rei para cumprir uma missão, mas na verdade ele é um rei tirano, o verdadeiro vilão e quando os PJs descobrirem pode ser tarde demais; os heróis começam numa taverna, que por descuido de uma garçonete começa a pegar fogo e eles vão ter que salvar o taverneiro e suas garçonetes do incêndio; os heróis têm que resgatar a princesa, mas na verdade ela não foi raptada, ela fugiu do castelo; os heróis têm de impedir o grande mago das trevas de libertar o antigo gigante colossal; o assassino é o mordomo, mas a mando da patroa, sua amante secreta; os heróis têm de encontrar a flauta mágica para domar o dragão/demônio/gigante; os heróis têm de sair pelo mundo para encontrar os dez cristais amaldiçoados para que eles parem de causar tanto mal.
Outro exemplo de como usar bem os clichês é ampliá-los, por exemplo: em Naruto, temos o clichê dos ninjas, mas como o mundo inteiro tem os ninjas como força militar, muita coisa mudou…
Ah! mas tô com preguiça…
Então narre uma aventura pronta, use a ficha de um personagem pronto, há várias na Internet ou em revistas (na verdade, tem pouca coisa desse tipo para o sistema Daemon; vou ver se trago algumas para cá). Se não achar a tempo, faça uma dungeon, eu acho pelo menos mais fácil de fazer, fiz até um post sobre isso aqui no meu blog.
Originalmente publicado no blog Daemon Fan [texto original aqui].
Aew! Estréia!
Não é tão dificil assim fugir dos clichês. Por exemplo, pode-se começar uma história clichê e dar uma reviravolta pitoresca. Como, por exemplo, você e seu grupo ter de resgatar a princesa, mas esta, na verdade, foi capturada por uma horda rival para matá-la, pois é a encarnação dumal e o reino donde ela vem não percebe que estão enfeitiçados e os aventureiros são enganados por isso.
A questão é sempre criar uma história dentro duma história.
Uma das vantagens que sempre vi no RPG é o insentivo à leitura para mestres e jogadores. Isso faz com que seja muito mais fácil de se ter ideias para aventuras. Mas lógico que seguir os clichês é muito mais cômodo para os mestres, e muito mais chato para os jogadores.
Concordo com o João Eugênio Brasil que a melhor fonte de idéias é a literatura. Não só para idéias inéditas que o DM pode copiar, mas também para copiar um uso interessante de um clichê.
Acho que o importante é como usar os clichês, e não a decisão de usá-los ou não, porque afinal idéias inéditas e originais só o são porque aparecem de vez em quanto, num ambiente de clichês.
Acho que já falaram, clichês são bons se usados de novos jeitos, mas no aperto…
Gostei do texto de estréia Daemon Fan! Nenhum mestre preguiçoso tem mais desculpas!
Um cliche bem trabalhado e detalhado deixa de ser um cliche, nao vejo o pessoal falando por ai que eragon é cliche, mas é, o recente Solomon Kane tambem é clichê. Uma grande fonte de inspiraçao sao as imagens encontradas no deviantart e afins. e como dizem, mestre nao tem que ser criativo, tem que divertir, pode copiar discaradamente a historia de dragonlance caso os players nao conhecam, que eles vao se divertir