A grande maioria dos sistemas de RPG coloca o foco principal no personagem interpretado pelo(s) jogador(es). Inclusive é ponto pacífico nesses sistemas que o jogo ocorra com os personagens em primeiro plano, os heróis da cidade, do continente, sete mares, planetas, galaxia, universo ou qualquer que seja sua ambientação.

Os jogadores têm a tendencia de se fazerem especiais em seus backgrounds. Seja o vampiro que não aceita seu mentor e vaga em busca de um objetivo em sua vida pós-mortem, ou um simples monge que foi escolhido em seu monastério para desbravar o mundo para auto aprimoramento e nem preciso citar os paladinos que sempre são os “escolhidos”.

Nessa linha de pensamento existe um fator que é comum a grande maioria dos jogos eletronicos, no que se refere ao personagem do jogador. Ele sempre possui uma especialização, uma caracteristica diferenciada que pode vir da origem do personagem, ou pode estar na introdução do jogo, onde o prólogo geralmente eleva esse status.

A diferença do que geralmente se faz na mesa de jogo e em jogos eletronicos é que essa especialização é algo mais diluida na história, como os escolhidos do rei ou da camarilla. Geralmente são a bola da vez e os jogadores têm que galgar sua subida através de níveis, pontos ou classes para ser reconhecido como algum ser diferenciado.

No D&D 3a. Edição surgiram as classes de prestígio que eram fortemente ligadas à ambientação e transformavam o personagem em alguém a ser reconhecido por esses status, e era possivel evoluir por essas classes após alguns (as vezes muitos) níveis.

A vantagem dessas classes de prestígio (não só no &D 3a edição) é que mesmo trazendo status, reconhecimento e poderes, ela traz responsabilidades – insira aqui sua frase clichê preferida sobre grandes poderes e grandes responsabilidades – mas mais do isso, traz possibilidades enormes de interpretação, background, quests, problemas e tudo que puder imaginar. Os jogadores se sentirão especiais desde o ínicio da aventura, mas esse prestígio as vezes vem com grande custo.

Exemplificando

Para dar uma idéia das possibilidades vou exemplificar alguns modelos usados em jogos eletrônicos

 

The Grey Wardens

Dragon Age: Origins: Após o prólogo você, por uma razão ou outra, acaba se tornando um dos famosos Grey Wardens, responsáveis por salvar o mundo de criaturas que surgem a cada poucos séculos, sendo os únicos capazes de preverem o ataque desses monstros. O ponto interessante disso é que os Grey Warden pisam no calo do regente atual do reino e tornam-se criminosos procurados. Dependendo de onde você se encontra no jogo você tem reações mistas das pessoas, que uma hora consideram você um herói e outra hora um criminoso.

Crysis: Em Crysis você é um soldado americano parte da equipe especial denominada Delta Force, que se destaca pelo uso de equipamentos de ultima geração, sendo o melhor deles um nano-traje que amplia as caracteristicas pessoais do personagem assim como reconhecimento do ambiente, camuflagem e outros detalhes. A desvantagem clara é que o traje precisa de energia, facilmente contra-atacado com pulsos eletro-magnéticos ou podendo mesmo ser desativado caso capturado. Sem energia, você é um alvo fácil, diferente dos inimigos que provavelmente conhecem o ambiente em que o soldado se infiltrou e sabem se camuflar muito melhor sen tal tecnologia.

 

The Witchers

The Witcher: Em The Witcher você é um Witcher, um ser humano modificado alquímicamente para ser mais forte, agil e poder caçar monstros, criaturas diversas e remover maldições. Eles são guerreiros, estudiosos do anormal e desprezado pela maioria da população do mundo, como mutantes anormais e mercenários (eles também precisam comer), mas considerados um mal necessário. devido ao seu conhecimento e poderes eles ocasionalmente se vêem no meio de tramas politicas as quais geralmente optam por ignorar e deixar o mundo seguir seu curso.

Bioshock: Em bioshock você é um ser humano normal, que foi parar em Rapture, onde todos moradores se tornaram insanos ou foram vítimas de experimentos de cientistas buscando um mundo melhor. Esse é um ótimo exemplo de como um ser humano normal pode ser o ser mais diferente e mais importante da aventura.

 

Specters

Mass Effect: coloca você no papel de Shepard, o primeiro ser humano que alcançou o status de Specter. Specters são agentes especias que possuem carta branca do conselho da Citadel, o centro politico e estratégico intergalático. Eles estão acima de qualquer lei e podem tomar quaisquer medidas cabiveis para resolução de problemas. Eles são também um alvo da mídia em geral e suas atitudes, quando abertas ao publico influenciam a politica interracial do universo, podendo mesmo dar uma cadeira no conselho para a raça do Specter. Tanto poder comumente sobe à cabeça dos Specters e não é incomum o conselho ter que enviar um specter atrás de outro que está causando caos em algum canto da galáxia.

Outros exemplos clássicos mas que não se atém ao mundo dos jogos eletrônicos são os agentes 00 de James Bond, os Jedi e os Sith de Star Wars, ou simplesmente Homens de Preto que vão do genérico agente do FBI, até os agentes da Matrix.

Yastromo

Formado em Ciências da Computação e aficionado por ficção e fantasia escreve desde contos e histórias até análises de regras de sistemas ou mundos reais ou imaginários.

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