Este livro representa o melhor e o pior que Brandon Sanderson pode fazer – pelo menos de acordo com meus gostos (é, opiniões muito pessoais aqui. Não é uma resenha impessoal).

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Em um mundo muito parecido com o nosso, Stephen Leeds é um homem brilhante, o tipo de pessoa que pode folhear um livro ou simplesmente olhar para uma sala entulhada e saber tudo o que há para saber — literalmente. Mas esse superpoder tem um preço: Leeds imagina pessoas. Dezenas delas, cada uma com sua própria história, personalidade, habilidades… e loucuras. A vida é obviamente mentalmente taxativa para Leeds, mas também o é social e financialmente. Felizmente, ele usa seus dons (a capacidade de absorver um assunto ou habilidade e criar um “aspecto” que personifique tal talento) para ganhar uma quantia indecente de dinheiro. Seus aspectos, afinal de contas, exigem cada um um quarto para si em sua mansão.

As duas primeiras histórias (novelas?) são maravilhosas. Eu as devorei. A última, é triste e pesada, mas se salva no final com um desfecho apropriado para a personagem.

Eu diria que Legion é uma Ficção Científica leve. O único elemento de real FC poderia ser o fato de que Leeds memoriza livros em minutos e aprende habilidades complexas apenas lendo ou observando. Ah, sim, e no primeiro relato há uma câmera que tira fotos do passado; a segunda história apresenta informações incrustadas em DNA como se fosse um pendrive; ah, sim: a última história tem um holodeck. É, não. Legion é uma FC dura.

E eu adorei. Particularmente os dois primeiros contos, que lidam um pouco com o lado negativo do talento de Leeds, mas se concentram muito mais na aventura. A última história é totalmente sobre Leeds e seus quase quarenta aspectos. É boa, mas é uma história deprimente e desgastante. Não vou dar spoilers aqui, você terá que julgar por si mesma lendo. Tenho certeza que muitos leitores vão discordar de mim. Eu até imagino gente achando a terceira história a melhor. Pode até ser, mas não quando comparada com a montanha-russa das duas primeiras.