Little Hits capaSérie: Hawkeye (Marvel NOW!)
Capa mole, 136 páginas
Publisher: Marvel (10 de Julho de 2013)
Língua: inglês


Isto aqui é ouro em formato de gibi. Os russos com roupa da Adidas estão de volta; a ruiva do Dodge Challenger também; Lucky (the pizza dog) ganha 22 páginas só pra ele. Clint Barton apronta e vai preso.

Se você pensa que Clint Barton apanhou muito no volume 1, My Life as a Weapon, você não viu nada.

Agora que seu personagem principal (e também muitos dos coadjuvantes) estão bem estabelecidos, Matt Fraction pode fazer o que os quadrinhos fazem de melhor: explorar altos e baixos, relações interpessoais e os problemas de uma forma visual-seqüencial. David Aja (e também Francesco Francavilla, Steve Lieber e Jesse Hamm para as edições que Aja não desenhou) mantém seu primoroso estilo velha guarda, transmitindo movimento, solidez e emoção com muito poucas linhas e quase sombra alguma — o que faz cores de Matt Hollingswoth terem grande destaque. Detalhe para os extras ao final deste encadernado, que nos permitem passear pelo livro do jeito que Hollingswoth o vê. Passei a dar muito mais valor ao colorista depois de ver como ele pensa.

Little Hits pg 1Este livro é um pouco mais confuso e menos direto que o anterior. A história principal (que compreende as edições 7 a 10) não foi escrita de uma forma linear, exigindo uma segunda e até mesmo uma terceira leitura. Como a arte é ótima, essas releituras não são exatamente uma tarefa árdua. Eu gostei em particular de como Fraction construiu um protagonista cheio de problemas e falhas, mas ainda assim muito simpático. Quando ele não está batendo (ou apanhando de) vilões ao lado de Wolverine, Homem-Aranha e Homem de Ferro, ele é apenas… um cara. Clint Barton tem problemas, piora situações que tenta consertar, e apanha. Muito. Desta vez, os bandidos de quem Hawkeye “comprou” seu prédio querem sangue. E o submundo do crime (que Barton deixou meio puto último volume) contratou um assassino profissional ainda por cima.

Little Hits pg 2Este livro começa num tom bem leve mas, em seguida, fica bem mais sombrio. Felizmente, Little Hits termina com uma história lindinha cute cute estrelando Lucky, the Pizza Dog. Escrita e desenhada a partir do ponto de vista (ou de nariz) do cachorro que Barton salvou e adotou em My Life as a Weapon, a edição final deste “trade paperback” deixa um monte de pistas e ganchos para aqueles que prestarem atenção. O foco, em geral, continua na vida do Gavião Arqueiro quando ele não é o Gavião Arqueiro, e como interage com os outros Vingadores: ele chama Tony Stark para ajudá-lo a instalar um sistema de som, e pede pelamordedeus para Logan e Peter Parker não darem “spoilers” o episódio final de uma série de TV que ele ainda não viu. É muito legal ver o universo Marvel do ponto de vista de um cara sem super-poderes.

As pessoas estão começando a dizer que o sucesso do título-solo do Gavião Arqueivo está se espalhando por toda a Marvel e até mesmo pela DC Comics (é a “hawkeização dos gibis-solo”). Tomara que isso seja verdade!


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Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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