Eu não acho que uma aventura ricamente descrita e planejada tenha sucesso, pelo menos não teria no meu grupo. Afinal, os jogadores estão sempre tomando ações inesperadas, e se você mestre não estiver preparado para improvisar, ou não queira mudar seus planos originais, sua aventura tende a ser ineficaz naquilo que se propõe: divertir.

Por que jogamos RPG? Para nos divertir, certo? E pra mim, e acredito que para o meu grupo também, a parte mais divertida seja, além do evento social de reencontrar os amigos e falar besteira, rolar dados. Rolar dados seja em combates, seja em Skill Challenges ou o que mais a mente doentia do Game Master seja capaz de pensar.

Com isso em mente, a primeira coisa que me pergunto quando preparo uma sessão é: com o que seria divertido rolar dados? E então começo a preparar a ficha dos monstros e inimigos. É muito difícil que eu use a ficha de um monstro exatamente como está no Monster Manual, eu sempre vou no Monster Builder e “dou uma ajeitadinha” para ficar interessante para o meu grupo. Depois de criar os oponentes eu planejo os mapas onde esses encontros acontecerão, imagino onde e como as “minhas” crias viveriam. O terceiro passo seria imaginar um ou dois Skill Challenges que se encaixem no clima da aventura.

De maneira geral eu crio os NPCs que eles provavelmente encontrarão (aparência, motivações e informações que têm), além de escrever, em forma de tópicos, possíveis cenas que acontecerão. As cenas são descritas de maneira bem geral mesmo, apenas para que eu me guie quando estiver mestrando.

Para exemplificar esse meu método, acompanhem este mini-Dungeon Delve que crio especialmente para o Notícias da Terceira Terra:

Aventura genérica – Adicione água quente e espere 3 minutos para consumir!

Início: O grupo está retornando de sua última missão e viajando a cavalo por uma estrada de terra rumo a Vila-Genérica-Onde-Receberão-o-Pagamento. Eles têm a impressão de que alguém os observa.

Cena 1: Uma tempestade torrencial cai, forçando-os a interromper a viagem. Por entre as folhas e galhos da mata que é cortada pela estrada alguém observa uma caverna não muito longe. Antes, porém, de terem tempo para discutir a descoberta, uma furiosa serpente em chamas surge da mata e ataca o grupo.

Clique para baixar a versão XML para o Monster Builder

Cena 2: Assim que ficar bloodied, a criatura revela suas verdadeiras intenções. Ele é um guardião das matas conhecido como Boitatá, e precisa da ajuda do grupo para invadir a caverna que abriga uma seita de cultistas de Baphomet que estão executando um ritual que abrirá um portal para o Abismo, queimando toda a mata no processo. Um ritual impede que o Boitatá entre na caverna.

Cena 3: A caverna natural abriga a entrada de um templo em honra a Bophomet; aqui é muito úmido e muitos insetos tornam o ar quase irrespirável.

A partir daqui a aventura se desenrola, culminando num encontro final onde o grupo enfrenta Orkroll, um minotauro monstruoso que lidera o culto:

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O que acham da minha maneira de preparar sessões? E a segunda pergunta: gostariam de ver Dungeon Delves completos (e não apenas esse rascunho) semanais por aqui?

Até a próxima!

Daniel Figueroa

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