Hawkeye vol 1Série: Hawkeye (Marvel NOW!)
Capa mole, 136 páginas
Publisher: Marvel (19 de Março de 2013)
Língua: inglês


Este é o primeiro volume da série do Gavião Arqueiro na doutrina Marvel NOW!, incluindo as cinco primeiras edições da revista mensal e também Young Avengers Presents #6.

Junto com Kate Bishop (a adolescente dos Young Avengers que assumiu a identidade de Hawkeye quando Clint Barton estava sofrendo de um caso de morte os gibis) este Gavião Arqueiro luta contra tudo o que é bom e certo… em sua vizinhança em Nova Iorque. De mafiosos russos que acossam inquilinos a mocinhas seqüestradas e até mesmo uma viagem a Madripoor para recuperar uma fita VHS que não deve ver a luz do dia, Clint Barton mostra porque é o único humano sem super-poderes dos Vingadores: indo parar no hospital ao fim de cada revista.

Matt Fraction consegue escrever uma história de super-herói que não é sobre super-heróis. O ilustrador, David Aja (que eu não conhecia), é um grande contador de histórias. Com um traço reminescente de Mike Mignola e Jim Steranko, Aja mantém as coisas simples enquanto parece passar exatamente o Fraction quer dele. Javier Polito, o artista que assume da metade em diante deste livro (o correspondente a Hawkeye #4 e #5), é um substituto decente para Aja, mas eu ainda prefiro este. A mudança de desenhistas parece ter sido um caso típico de atraso de produção, pois Aja desenha os números 6, 8 e 9 do segundo encadernado, Little Hits. As cores são providenciadas por Matt Hollingsworth, que parecem ser inspiradas nos gibis dos anos noventa, o que casou bem com o tom da história em geral. Nada de “lens flare” ou texturas metalizadas realistas. Só cores chapadas, pura e simplesmente.

hawkguyPorém, há algo que eu não engulo sobre a história, que é esse negócio do Gavião Arqueiro não matar (trazido em foco na última história, que é sobre uma fita que mostra Clint Barton assassinando um barão do crime, a sangue-frio, a mando da S.H.I.E.L.D.). Clint e Kate são dois arqueiros, certo? Mas ninguém em que eles deram flechadas morre? Parece haver um bocado de morte por flechada nas primeiras edições deste encadernado; gente tomando flechada na nuca, no peito, nos olhos… não dá pra entender essa lógica. Talvez eu tenha estado longe dos quadrinhos por tempo demais.

Apesar desse detalhe (e é realmente um detalhe), este é um livro muito gostoso de ler, seja você fã de gibis de super-heróis ou não. Mal posso esperar para pôr minhas mãos no volume seguinte.

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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