Benjamin Percy (argumento), Chris Mooneyham (arte) e Nick Filardi (cores) assumem a revista Nightwing a partir do número 44 e já começam com força total colocando Dick Grayson para enfrentar uma ameaça do mundo cibernético. Percy previamente revitalizara Green Arrow quando assumiu a revista no número 41 (pré-Rebirth) e continuou seu trabalho na revista do Arqueiro Verde durante Rebirth, coroando seu período na revista com Green Arrow: Rebirth (2016), que vendeu mais de 90 mil cópias, batendo o récorde anterior de Kevin Smith com Green Arrow #1 (2001), que vendera 85.046 cópias. Percy deixa Green Arrow para imbuir em Asa Noturna, um herói urbano como o Arqueiro Verde, mais um pouco de seu estilo de alta-octanagem desenvolvido ao longo de anos escrevendo ficção especulativa e roteiros de cinema.

Mooneyham, o artista escolhido para dar vida aos roteiros de Percy, é talvez melhor conhecido pela arte de Five Ghosts da Image Comics, que criou ao lado de Frank Barbiere. Tendo trabalhado em mini-séries do Predador para a Dark Horse e Jornada nas Estrelas para a IDW, este é o primeiro trabalho de Mooneyham com super-heróis. Seu trabalho será complementado pelo colorista Nick Filardi, que já coloriu de Batman a Deadpool e de Hellboy a Tartarugas Ninja.

Na prévia divulgada pelo AV Club, vemos a paisagem urbana de Bludhaven cheia de contrastes, luzes e sombras. Começamos com Dick Grayson vagando pelas ruas sujas e visualmente poluídas da cidade enquanto ele se pergunta como enfrentar os bandidos de hoje, hackers ao invés de ladrões de banco com máscaras de esqui (enquanto uma presença ominosa parece espiá-lo de dentro de uma lâmpada), e vamos com ele para o metrô, em que pichações coloridas contrastam com a quietude do lugar à noite. O foco parece ser a onipresença de telefones celulares e a atenção das pessoas grudada em suas telas, que ignoram completamente a passagem de nosso herói. É quando somos introduzidos à ameaça desse arco: algum ciber-terrorista de algum modo consegue transformar os celulares em bombas incendiárias, invadindo as telas com uma caveira amarela num campo verde logo antes de detonar os dispositivos. O ataque não passa despercebido pelos sentidos aguçados do protagonista, que por sua vez consegue substituir suas roupas civis pela de Asa Noturna dentro do trem cheio de gente graças à irresistível atração das telinhas de LCD.

Mooneyham costuma desenhar as próprias onomatopéias, permitindo que ele as mescle ao ambiente e à própria ação: o contraste do “zeep” que os celulares fazem logo antes e explodirem se destacam e o “tak” dos bastões do Asa Norturna se misturam às linhas de movimento das armas ao arrancarem os telefones das mãos das vítimas. Filardi integra cores suaves aos painéis praticamente pretos de Mooneyham, contrastando muito bem o verde limão do vilão com o azul claro do herói, inclusive nas onomatopéias.

Confira as páginas abaixo. Nightwing é uma revista que promete. A edição 44 sai hoje, com capa de Declan Shalvey e Jordie Bellaire, passando a ser uma revista mensal (com o novo preço de $3.99).

Capa de Nightwing #44 por Declan Shalvey e Jordie Bellaire

Capa variante por John Romita Jr., Danny Miki e Tomeu Morey