Se você, como eu, tem uma namorada que odeia que você diga “amanhã eu não posso, tenho o jogo de RPG marcado” quando ela te convida para fazer compras, ou que diz que você tem livros demais (e se recusa a ouvir sobre o conceito de cenários de campanha) ou, ainda, que torce o nariz e faz cara de vômito toda vez que você se oferece para ensiná-la a jogar Dungeons & Dragons — e nunca, mas nunca mesmo, acredita quando você diz que é mais divertido que War, então este é o presente de Natal ideal para ela:

Confessions of a Part-Time SorceressEm Confessions of a Part-Time Sorceress: A Girl’s Guide to the Dungeons & Dragons Game — lançado em Setembro de 2007 pela Wizards of the Coast e que recentemente recebeu uma nova edição com prefácio de R.A. SalvatoreShelly Mazzanoble faz um exame bem-humorado e inteligente do Dungeons & Dragons pelo ponto de vista de uma garota. O livro debruça-se sobre os mitos e as verdades do estereótipo do jogador de RPG e explica como criar uma personagem para o D&D (de como escolher equipamento até como interpretar), além de dar importantes dicas para encontrar o grupo de jogo ideal, ao mesmo tempo em que explora o que torna o D&D uma experiência social gratificante e recorrente tanto para homens como para mulheres.

A autora (que tem pouco mais de trinta anos, e que também é escritora profissional) declara que, apesar de ter trabalhado por sete anos na Wizards, nunca havia jogado qualquer RPG, até ceder aos constantes convites dos colegas e em 2005 ser irremediavelmente fisgada pelo D&D — e hoje ela é a atual publisher do Dungeons & Dragons. Com seu livro, Shelly pretende passar para outras garotas que têm os mesmos preconceitos que ela tinha que o RPG em geral, e o D&D mais especificamente, é na verdade uma experiência positiva e tem tudo a ver com o sexo feminino. Como ela mesmo escreve, “a maioria dos jogadores de D&D é homem, no entanto o ato te contar histórias [stotytelling] vem naturalmente para as mulheres. Então, onde estão todas as jogadoras do sexo feminino? A resposta é: em toda parte!”

Eu conheço Shelly Mazzanoble através de sua coluna mensal na Dragon Magazine (“Confessions of a Full-Time Wizard”) e sei que, pelo tom casual e bastante feminino de sua escrita, este livro será indubitavelmente uma leitura prazeroza para qualquer mulher, já tenha ela adentrado no instigante passatempo que é o RPG, ou não.

Confessions of a Part-Time Sorceress recentemente recebeu uma nova edição com prefácio de R.A. Salvatore.

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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