Salve, salve minha galera nerd desse Brasil literário! Inspirado pela Semana da Pátria, decidi trazer à tona novamente a história de um patriota. Então, puxem o seu banquinho favorito e fiquem atentos à dica que o bardo trouxe!

Como a maioria de vocês tem acompanhado as nossas bebedeiras aqui na taverna, sabem o quanto eu gosto e sou aficionado por Idade Média, e eu sempre puxo sardinha pra galera do Great Pendragon Podcast, pois o Pendragon RPG se aproxima e muito da realidade nua e crua desse período da história.

Não sei se muitos sabem, mas o foco da minha pesquisa em Literatura Comparada é em medievalismo e como ele foi transportado para a contemporaneidade. Já trabalhei com o Decameron, com Gil Vicente e a bola da vez é o nosso “Brave Heart” William Wallace. Eu li o poema de Blind Harry e desde então eu traço a composição do herói.

Por esses dias, Lady Beatriz, minha noiva, trouxe uma preciosa informação: havia saído aqui no Brasil o primeiro livro de uma trilogia sobre a Escócia! Que coincidência! Assim sendo, como um bom nerd, rapidamente comprei o volume e trago as impressões para vocês.

divulgação

O nome do autor da trilogia Os Guardiões da Escócia, que na Inglaterra (malditos Bretões) foi lançada sob o nome de Corações Valentes é Jack Whyte. O estilo da escrita é similar aos livros de Bernard Cornwell, porém, é muito empolgante. Li avidamente.

A trilogia é traduzida pela mesma editora do Game of Thrones, a Editora Leya, e ela está lançando pelo selo Fantasy. No estrangeiro saíram os 2 primeiros livros: The Forest Laird (2010) e The Renegade (2012). No Brasil, chegou apenas o primeiro, sob muitas críticas da minha pessoa sobre a tradução do título, com o nome de O Rebelde.

A proposta do autor é retratar a Escócia em um período muito importante e peculiar da sua história: a Guerra da Independência da Escócia, no século XIV. O primeiro volume conta a história de William Wallace narrada não pelo próprio, mas por seu primo e companheiro de infância.

A história começa de uma forma que eu acho muito interessante. O momento de maior tensão e desfecho é apresentado antes de tudo aquilo que é contado e o flashback vem, aos poucos, aparecendo para testemunhar todos os caminhos que levaram o envolvimento de Will na defesa contra a dominação inglesa. É um romance histórico que vale a pena ser acompanhado.

Cada livro foca em uma pessoa-chave: William Wallace no primeiro, Robert the Bruce no segundo – que se chama The Renegade – e o terceiro, que ainda não foi divulgado, será sobre James “The Black” Douglas. Pelo nome do segundo volume vocês poderão entender a minha crítica.

Espero que todos aproveitem a dica, pois não está caro. É uma leitura que eu pessoalmente recomendo.

Bom, já vai ficando tarde e temos que retomar as nossas atividades por aqui. Ajudarei o taverneiro a lavar este chão lodoso e dar um trato no balcão. Vejo vocês uma próxima vez em breve!

Ahh, não preciso lembrá-los que nosso mural está sempre disponível para comentários, dúvidas e dicas!

Um nerd normal, que sabe um pouco de Latim, pesquisa Idade Média e escreve bastante. Professor por vocação, tenta gerar pensamento crítico na cabeça dessa molecada dando suas aulas doidas de Produção Textual, Português e Literatura. Amante de uma boa cerveja e um ótimo papo com a galera.
Adsum! Estamos presentes!

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