Chegaram recentemente à minhas mãos documentos muito antigos, e pelas descrições de lugares, assim como de seus habitantes não me convém tentar advinhar sua origem. Reservo-me apenas ao direito de transcrevê-las conforme melhor eu considerar, devido ao seu conteudo, por assim dizer, fantástico!

Prefácio

E aqui estou, começando um terceiro diário. Depois de perder o primeiro quando minha família me abandonou e o segundo quando fui expulso de onde fui abandonado eu insisto e resolvo escrever um terceiro. Bem, dizem que a terceira vez é a da sorte.

Não sei exatamente se alguém como eu tem direito a algo como sorte. Minha família sumiu uma noite, derrepente, sem dar notícias. Foi na mesma noite que descobri meus poderes, poderes esses que tentei usar para ajudar pessoas que conhecia e por causa desses mesmos poderes, fui expulso da cidade, por machucar as pessoas que tentei ajudar. Se existe algo como sorte, prazer, eu sou Rupert!

Estou indo para a famigerada costa selvagem, onde ninguém me conhece, onde não tenho amigos e onde meus desafetos não viriam me buscar. Estou a um dia de viagem, usando os ratos que caço como iscas para outros seres selvagens que podem servir de jantar. Nada se aproxima de mim facilmente. Os animais sabem. Eles sentem o perigo. E eu emano perigo pelos póros.

Finalmente começo a entender o que posso fazer com essa energia que me envolve, desde que foi-me oferecida. Posso me defender e posso machucar. Não é facil controlar, e sei que ela me arrasta para o que há de mais negro em minha alma. É uma energia que se delicía em saber que posso machucar e esbanja poder quando causo dor, ainda mais quando na base da quebra da confiança, quando inadivertidamente, ou não, machuco alguém que confia em mim!

É difícil resistir. Por isso, não resisto. Deixo que ela me ajude a alcançar meus objetivos. Que mal há em se conseguir o que quero em troca, alimentar essa energia com dor e sofrimento. Sei que posso me controlar e levar minha vida. Não preciso voltar para trás, para quem me abandonou, para quem me expulsou. Posso seguir  minha vida sozinho.

Mas isso não me assusta. Vou para costa selvagem e sem olhares de esgueio, sem julgamentos precipitados, e finalmente poderei viver minha vida, aumentar meus poderes e limpar o escárnio que existe nessas terras, mesmo que seja através da dor. E a partir de lá, posso ir para qualquer lugar, ser quem eu quiser e, assim que a sorte me achar, Eu poderei mostrar o dedo para ela!

Assim termina as primeiras páginas que tenho em meu poder. Tão logo eu vá conseguindo compila-las em uma sequencia ou pelo menos conseguir blocos concisos de informação estarei publicando-as aqui.

Yastromo

Formado em Ciências da Computação e aficionado por ficção e fantasia escreve desde contos e histórias até análises de regras de sistemas ou mundos reais ou imaginários.

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