Sim City Jurássica! Eu nunca joguei RollerCoaster Tycoon, mas eu era um grande fã de Civilization, Age of Empires e, principalmente, Sim City. A musiquinha do primeiro jogo ainda toca na minha cabeça quando eu vejo uma vista aérea de uma metrópole. Jurassic World Evolution é a coisa mais próxima que já encontrei recentemente.

Lançado originalmente em Junho de 2018 para Windows, Playstation 4 e Xbox One, Jurassic World Evolution foi desenvolvido e distribuído pela Frontier Developments, a mesma empresa responsável pela série de simulação espacial Elite a série RollerCoaster Tycoon. Dois jogos que certamente informaram a criação de Jurassic World Evolution.

O jogo já começa super-bem, com o Jeff Goldblum em pessoa interpretando Ian Malcom dos filmes e te avisando que tudo vai acabar em desastre, como sempre acontece no Parque dos Dinossauros. Você ganha acesso ao ominoso arquipélago Las Cinco Muertes. Perfeito, hein? As primeiras fases do jogo, ou melhor, a primeira ilha, é bem no estilo tutorial. Primeiro, você tem acesso a apenas um parque numa ilha, onde você vai criar dinossauros para povoar o parque, construir áreas pra eles, e também áreas para os visitantes. O jogo tem três diferentes concentrações: você pode gastar recursos em ciência, segurança e entretenimento. Cada uma dessas divisões lhe dá recursos específicos, libera contratos apropriados e disponibiliza items relativos às suas especialidades. Você vai inevitavelmente se ver se concentrando em uma área mais que as outras, porque uma mecânica bem inconveniente do jogo é que, toda vez que você realiza um contrato numa área para ganhar mais recursos, sua reputação com os membros da outra área cai, restringindo o que você consegue deles. Esquisito, mas tudo bem. É um elemento meio jogo de tabuleiro deste video game e dá pra se acostumar com ele e com o constante balanço entre as três áreas, ao menos no começo do jogo.

Lançado originalmente em Junho de 2018 para Windows, Playstation 4 e Xbox One, Jurassic World Evolution foi desenvolvido e distribuído pela Frontier Developments, a mesma empresa responsável pela série de simulação espacial Elite a série RollerCoaster Tycoon. Dois jogos que certamente informaram a criação de Jurassic World Evolution.

Quando você completa os desafios e objetivos de uma ilha, você libera outra ilha, e assim sucessivamente. A quantidade de recursos que você tem numa ilha ajuda na próxima, permitindo que você pesquise mais coisas e libere mais lugares no mundo pra encontrar fósseis pra pegar ADN pra fazer dinossauros. Você não começa podendo fazer tudo, o que me fez jogar esse jogo por dias: você tem que fazer um bocado de coisa antes de conseguir pesquisar e produzir velociraptores, por exemplo.

A interface gráfica do jogo é perfeita. As estruturas parecem realistas, as sombras são maravilhosas e o comportamento dos visitantes é autêntico. O comportamento dos dinossauros, porém, é um dos pontos em que você vai se focar: você precisa fazer cada ambiente para cada espécie ficar feliz e não ficar doente, e algumas espécies não gostam de ficar perto de outros dinossauros. É esquisito que você não pode fazer muita coisa pra influenciar os visitantes, exceto por fazer os dinossauros felizes e impedi-los de matar muita gente quando escapam. E como eles escapam! Ou por conta de falha de energia ou depois de uma tempestade tropical, cercas podem ser derrubadas ou a energia elétrica pode falhar e você tem que sair atrás dos dinossauros fugidos. E teve uma vez que um T-Rex meu simplesmente falou “foda-se essa merda”, pulou o muro e saiu comendo as pessoas! Assim, porque eu vontade.

E aqui entra uma parte que me surpreendeu no jogo: você pode dar comandos pros seus funcionários, ou você pode transformar o jogo num jogo de tiro de terceira pessoa, dirigindo o jipe atrás do dinossauro fujão, atirando nele com dardos tranquilizantes ou voando pela ilha num helicóptero! Preciso confessar que é meio bobo você fazer isso você mesmo, mas eu me peguei simplesmente dirigindo pelas ilhas simplesmente pra matar o tempo enquanto alguma tarefa importante se completava. Isso pode ser uma coisa negativa pra você ou não: como é um jogo de simulação de economia e recursos, tem muita coisa repetitiva e o jogo não tem um recurso de acelerar o tempo pra uma pesquisa ou construção acabar depressa. Felizmente, eu sempre posso pegar um helicóptero e simplesmente voar pela ilha super-bem feita e detalhada que os designers do jogo fizeram.

Ah, eu falei que tem cinco ilhas, Las Cinco Muertes, pra você explorar, cada uma com um conjunto diferente de recursos e desafios. Mas também tem uma sexta ilha, a Isla Nublar, do primeiro filme! Bem maior que as outras, ela funciona como um um cenário “sandbox” que é liberado quando você fecha uma das outras ilhas com quatro estrelas, um jeito que os desenvolvedores usaram pra fazer você continuar jogando indefinidamente depois de “vencer” as cinco ilhas do jogo. 

Falando nisso, e por fim, dá pra passar muitas e muitas horas jogando esse jogo, e o fato dele ser em console não diminui nem um pouco a qualidade da jogabilidade. Frontier aprendeu sua dura lição com o porte do primeiro RollerCoaster Tycoon pra Xbox e esse jogo não perde em nada pra quem joga no PC com teclado e mouse. De fato, eu acho bem mais conveniente: se estou entendiado eu simplesmente ligo o video game, jogo por uns 20 minutos enquanto tem algo assando no forno ou até a hora de sair com os cachorros, desligo o jogo e volto a jogar mais tarde. O jogo não tem fazes para se completar como um video game tradicional: a qualquer momento que você sentar pra jogar, vai continuar exatamente de onde parou.