Claro que a pujança dos anos 90 e começo dos 2000 se foram, mas a RPG Con 2011 não estava nem perto de um grande evento de RPG.


Foto: Rafael Bezerra.

Nos últimos dias 09 e 10 de julho, aconteceu a RPG Con, encontro de RPG que veio para substituir o hiato deixado pela EIRPG (Encontro Internacional de RPG).

No sábado, depois de um início de dia complexo, resolvi ir encontrar os amigos da Terceira Terra, porque já não tinha grandes esperanças de conseguir algo mais que isso, visto que só consegui chegar ao evento às duas horas da tarde.

Logo na entrada, vou à bilheteria e lá já deixei trinta realetas. O que pra mim é um absurdo, trinta Reais, num evento que na minha opinião trocou sua localização para um local pior que o que apresentou nas duas edições anteriores mas, vá lá, os amigos estavam lá dentro, palestrando, quis prestigiar. Paguei e entrei.

Chegando lá dentro do auditório, encontro o pessoal palestrando, sem microfones, sem uma estrutura, ou se ela estava lá ou não estava sendo usada ou não estava preparada para uso, corretamente. Ok, cheguei no fim da palestra mesmo, o pessoal tentava responder às perguntas de quem foi ver a palestra.

Saí de lá, fui dar uma volta pelo evento, e vi o de sempre, feiras medievais (que são sempre a mesma coisa ano após ano), lutas de espadas de espuma, lanchonetes, e umas dez mesas de RPG. Espero profundamente que pela manhã tenha sido melhor. Mas não creio, o espaço reservado pra jogar RPG, num evento de RPG, parece cada vez menor. É de se pensar.

Estandes da Jambô, Devir, incipientes com muito pouco material, um convite a não se gastar nada, levando em conta que normalmente se vai a esses eventos com altas esperanças de se encontrar lançamentos e material para se comprar; a grata surpresa foram alguns dos RPGs independentes, que com o mesmo valor da entrada eu teria comprado dois sistemas de jogo, e certamente devia tê-lo feito.

Após acompanhar algumas entrevistas a escritores desses mesmos sistemas, que semana que vem serão publicadas como episódio do podcast Vozes da Terceira Terra, acabei por ir embora do evento, com um grande sentimento de que os bons tempos de encontros de RPG se foram.

Claro que a pujança dos anos 90 e começo dos 2000 se foram, mas mais do que um evento que não estava nem perto de um grande evento de RPG, a organização foi falha, desde a data do evento, até o que se ofereceu e não se pareceu nem perto de um evento bem pensado.

Torço para que nos próximos anos as coisas possam voltar a crescer. E sei bem quão dificil é organizar um evento. Mas se as coisas continuarem como vão, vejo que o futuro dos grandes eventos de RPG, estão fadados ao sumiço.

Fe Palado calib, Fe Istaras Apalo.

Douglas é jogador de futebol americano pelo São Paulo Spartans, sempre arruma um tempinho para jogar RPG desde os 10 anos de idade, e nas horas vagas — mas só mesmo nas horas bem vagas— ele é arquiteto.

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