Este livro deveria, necessariamente, ser de horror? Uma história de monstro? Eu não sei, mas acho que Jim Hopper, o chefe de polícia da cidade de Hawkins, Indiana, tinha uma vida relativamente desprovida do sobrenatural antes dos eventos de Stranger Things. Portanto, eu não me decepcionei com a falta de sobrenatural neste livro. Há alguns elementos, sim, bem sutis, mas é o tipo de coisa que as personagens sempre podem racionalizar. Isso não quer dizer que Darkness on the Edge of Town não é uma história sinistra! 

Autor: Adam Christopher
Publicado em 28.05.2019
Editora: Del Rey Books

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A história começa no Natal seguinte aos eventos da segunda temporada de Stranger Things. Eleven descobre uns arquivos velho na cabana do Hopper, que decide contar pra ela uma história de quando era investigador de homicídios em Nova Iorque no ano de 1977. Três brutais assassinatos, com elementos ritualísticos, e nenhuma pista, exceto por uma carta de Zener diferente deixada em cada corpo. É esse o mistério que Hopper deve investigar, o que eventualmente o leva a uma gangue (que parece mais um culto).

Importante lembrar ao potencial leitor ou leitora que Nova Iorque nos anos setenta era um lixo. A cidade não tinha dinheiro, pobreza e violência era a regra… Times Square, por exemplo, hoje talvez o ponto turístico mais reconhecível de dos os Estados Unidos, era um antro nos anos setenta.

Ao longo do livro, Hopper no ano de 1984 às vezes para a história para tomar café, fazer perguntas à Eleven, checar se ela está entendendo e discutir os pontos mais sutis com ela. Eu acho que essas ocasionais quebras de narrativa dão um tom agradável à história que, de outro modo, seria super sombria e pesada.

Ao fim e ao cabo, este é até agora o único livro do “universo expandido” de Stranger Things que me interessou, (o anterior, Suspicious Minds, é protagonizado por um auxiliar de laboratório nos anos sessenta trabalhando sob a personagem do Matthew Modine, o vilão da primeira temporada). Você não deveria pegar pra ler Darkness on the Edge of Town se deseja “weird fiction”.  Esta é uma história do Hopper em Nova Iorque investigando um caso muito esquisito, porém crível. Você vai encontrar aqui personagens muito bem definidas e tridimensionais, uma narrativa engajante e um final muito satisfatório. Com bastante coisa estranha, mas sem Coisas Estranhas.