Produzido pela Runic Games, este game foi lançado em Outubro de 2009, o comprei em Novembro do mesmo ano e em Dezembro escrevi estes comentários, mas os esqueci no caderno de anotações por todos esses meses. A esta altura, todo mundo já deve conhecê-lo, mas vou transcrever minhas notas assim mesmo.

Torchlight é o que Diablo, da Blizzard, seria se tivesse sido lançado no século 21. E esta comparação é muito pertinente: o jogador escolhe entre três personagens, um guerreiro, uma sniper e um mago, no vilarejo de Torchlight, que tem uma mina por perto onde a população explora o mineral Amber. Mas alguma forma de corrupção mágica dentro da mina atraiu monstros ao mesmo tempo em que corrompeu algumas pessoas… e eventualmente, seu personagem. Soa familiar?

No game, você mata monstros para conseguir itens e tesouros, armaduras, armas e magias, que também podem ser comprados com ouro na vila. Você ganha XP e, ao passar de nível, sobe suas habilidades e compra perícias e/ou magias. Não é só a cara de qualquer outro RPG de videogame — ou mesmo Diablo — é a culminação do melhor daquela fórmula simples. Torchlight não tenta reinventar a roda, nem tenta fingir que não é uma cópia descarada do clássico da Blizzard. E, desse modo, acaba não sendo. Torchlight é lindo, vivo e brilhante — onde Diablo era meio realista, Torchlight é «cartúnico». E todos esses anos de separação promoveram uma melhora natural na mecânica: em Torchlight você tem um mascote que serve como inventário secundário; além disso, você pode mandá-lo para a cidade vender automaticamente as porcarias que encontra nas dungeons. Estas, por sua vez, são completamente 3-D e cada grupo de níveis é um mundo completamente diferente. Outras mecânicas foram aprimoradas — muitas para citar, mas algumas que me chamaram bastante a atenção foram dois baús no centro do vilarejo de Tristr… Torchlight para armazenar seus espólios, um deles compartilhado com seus outros personagens — nada de encher cada metro quadrado do chão da praça com montículos de tesouro. Ouro não ocupa lugar no inventário. Ao morrer, você escolhe se quer ressuscitar no mesmo lugar (e perder XP e Fama), ressuscitar no começo do nível (e perder ouro) ou ressuscitar no vilarejo e não perder nada. Mesmo mover itens de um inventário para outro ou para (e dos) mercadores é mais fácil, bastando segurar a tecla Shift e clicar no que quer transferir.

Basicamente, os criadores de Torchlight pegaram tudo o que não funcionava em Diablo e consertaram. O resultado foi tão bom que me fez acumular 18 horas de jogo em três dias logo que adquiri o game, e eu não jogava nenhum RPG desde o Diablo original.

Não sei se Torchlight já saiu no Brasil, mas pode ser adquirido na página da produtora ou na Steam por míseros US$ 19,95, e um «demo» pode ser encontrado no site www.baixakijogos.com.br. Torchlight também foi um dos primeiros games oferecidos para iMac com recém advento da Steam para MacOS.

Torchlight II será uma continuação deste mesmo game, e está previsto para 2011.

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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