« Ilustração: FotoRuina (DeviantArt)
Concomitante ao lançamento dos episódios “Well of Worlds: Tumba do Lich Desconhecido”, do podcast Sessão de Jogo, disponibilizo aqui a dungeon como eu a mestrei para meus jogadores.
Peço que qualquer Dungeon Master que mestre essa aventura me envie opiniões, sugestões e críticas para que, ao final desta série, a Tumba do Lich Desconhecido possa ser lançado como um único e completo PDF, atualizado e melhorado.
Dungeon Crawl recomendado para cinco PCs de nível 7.
Material suplementar sugerido: «Dungeon Tiles Master Set – The Dungeon» e «Open Grave – Secreds of the Undead».
O corredor de entrada não tem nenhuma característica. Não está decorado de qualquer maneira e, por estar aberto à superfície (ao menos parcialmente) ficou sujeito às intempéries por longas décadas. Restos de animais (refeições de predadores que ousaram se esconder ali) vegetação e terra cobrem o chão, as paredes e os degraus, e o teto é dominado por tímidas raízes que se infiltraram da superfície. Essa sujeira vai rareando à medida que o corredor avança, e à primeira curva todo e qualquer sinal de atividade na superfície já desapareceu.
Escavado na rocha, há um nicho com três estátuas de mais de três metros da altura cada, representando três divindades relacionadas à morte. Todas exibem maior ou menor grau de maus-tratos (os braços de uma caíram; a face de outra está ausente) o que torna o processo de identificação das estátuas muito difícil.
• Religion (DC 11): As três estátuas parecem representar a morte em seus diferentes estágios: alma, cadáver e morto-vivo.
• Religion (DC 16): As três estátuas representam Nerull (ex-deus da morte), Vecna (deus dos necromantes e dos segredos) e Torog (deus do Underdark).
• Dungeoneering (DC 16): A estátua de Vecna é na verdade alguma outra estátua, que foi cinzelada para representar Vecna (a face foi retalhada para se parecer com uma caveira, um dos olhos foi destruído e uma das mãos, quebrada); a Estátua de Torog é feita de uma pedra diferente das outras, o que indica que foi trazida de outro lugar e colocada ali sobre os restos de alguma outra estátua. A existência de uma estátua para Nerull, o deus da morte deposto e morto pela Raven Queen, indica que a dungeon tem vários séculos de idade.
Aqui encontramos os primeiros guardiões da tumba, e também evidência de que já repeliram incursões indesejadas antes. A meio-caminho deste longo, alto e largo corredor, duas estátuas mantêm guarda, voltadas uma para a outra. Uma das estátuas jaz, despedaçada (provavelmente em conseqüência de alguma batalha passada) mas a outra ainda está de pé, e plenamente funcional.
As duas estátuas representam Vecna (um lich desprovido de um dos olhos e uma das mãos) e através delas dois Reapers (lurker de nível 9; Open Grave, p. 178) são convocados à realidade no centro do círculo mágico. Como uma das estátuas foi destruída, apenas um Reaper aparecerá assim que alguém passar pelas estátuas (seja por entre elas, seja por detrás delas). Três Poltergeists (Artillery de 6º. nível) escondem-se no teto alto, invisíveis, e atacam também. O DM pode decidir que os PCs não esperavam esse ataque e começam o combate surpresos, i.e., conceder um Surprise Round aos monstros.
A tina no canto oposto da sala contém alguns litros de sangue, preservados por todos esses anos através de um poderoso ritual que também é uma armadilha: escrito no gongo, as palavras “Para atravessar um dos portais, chame o Servo do Sangue” convidam aos incautos soá-lo. Fazê-lo irá ativar a armadilha mágica sobre a tina de sangue, convocando um Blood Elemental (Elite Brute de nível 9, Open Grave, p. 17) à vida em frente à estátua de Torog. A grande pilha ao lado do gongo é feita de ossos cuidadosamente limpos e empilhados. Sob ela foi realizado um ritual que fará com que um Osteopede (Elite Skirmisher de nível 8) seja formado pelos os ossos e ataque intrusos na mesma rodada em que o Blood Elemental for convocado.
A parede de cadáveres que bloqueia a passagem sul representa os corpos cujo sangue foi usado para preparar toda a sala. Esses cadáveres formam uma parede sólida e intransponível, em constante estado de decomposição, mas impedidos de terminarem esse processo natural pela presença de toda a energia necrótica na área. É um eqüilíbrio delicado, porém, e assim que o Blood Elemental for derrotado, a parede de cadáveres desmoronará e finalmente dará continuidade ao lento processo de decomposição.
Esta escada em espiral leva até a enorme fornalha que o Lich Desconhecido usava para descartar os restos de seus experimentos necromânticos que não serviam mais para nada.
Este corredor leva até o laboratório alquímico do Lich Desconhecido. A porta ao final do corredor é feita mithril e está aberta. Ela pode ser trancada pelo outro lado. Os nichos pelo corredor estão decorados com mosaicos que ilustram a Dawn War e o aprisionamento de Torog.
Vou adaptar e mestrar essa aventura pra uma campanha de D&d 3.5e. Esta vai ser grande. Deseje-me sorte.
PS: tem alguma coisa que você faria diferente?? Há algo na aventura que precisa ser mudado pra funcionar numa sessão de 3.5e?
Nossa, Andre, faz muitos anos que não jogo essa edição. Mas acho que se você pegar monstros equivalentes, adaptar os danos das armadilhas e ajustar os skill tests para a lista mais abrangente de skills dessa edição, não terá muitos problemas. A 3a. edição não trabalha muito bem com grupos mistos de monstros num mesmo encontro, mas nada que um pouco de matemática e paciência em cima da tabela de HDs de monstros por nível não resolvam.
Demorou quase seis meses, mas finalmente comecei ela. Adaptei um monte de coisa, mas acho que a essência é a mesma..
Reconhece o mapa no quadro branco ? Por sinal ele tá milimetrado na unha (na verdade no estilete, mas acho que dá pra entender, ne?)
http://i.imgur.com/amUlp.jpg