Correção à 1:10 PM: Obrigado ao Gabriel por reparar que eu escrevi “Hellraiser” quando deveria ter escrito “Hellblazer”.


© 2010 Johnny-A-Wall

© 2010 Johnny-A-Wall

Eu gosto de covers. As versões que bandas fazem de músicas de outras bandas. Não faço idéia se isso tem alguma relação com eu gostar de versões e reinterpretações, mas achei que deveria a pena mencionar.

Quando eu defendo reinterpretações de séries, filmes e gibis, costumo usar como argumento a IP Escaflowne: o mangá tem uma história, os OVAs outra e o filme tem uma versão ainda mais diferente (oposta, em alguns pontos) aos OVAs. Se você vai refazer a mesma coisa, defendo, por que vai fazer igualzinho de novo? É um novo Homem-Aranha? Dê-lhe novos poderes, um uniforme e origens diferentes. Nada de respeito à essência do personagem — esse conceito fugidio só serve para você atacar elementos da nova versão que calha de não gostar.

Me toquei no fim-de-semana que eu tenho um exemplo mais contemporâneo e menos obscuro que Escaflowne para argumentar em favor de reinterpretações diferentes do original: Constantine. Tanto a série de TV da NBC quanto o filme da Warner Bros. mas, como sei que não há muito amor por aí ao filme, vou focar na série de TV.

© 2013 Xiling

© 2013 Xiling

Eu nunca curti o gibi Hellblazer da Vertigo. Li duas revistas do tempo da Abril (o que equivalem a quatro revistas norte-americanas, pois era assim que a Abril publicava a maioria dos — se não todos os — títulos da Vertigo) e detestei; li Os Livros da Magia e não gostei. Mas eu gostei muito do filme e estou enlouquecido pela série de TV. Ao escrever isto, acabei ter terminar de ver o episódio oito no Hulu e não consigo decidir qual episódio é melhor (o quarto episódio. Definitivamente, o quarto é o melhor).

Se não fosse por estas interpretações, que obviamente bebem da fonte mas que se apóiam sobre os próprios pés, eu nunca teria a oportunidade de curtir as peripécias do mago de Liverpool. Se a IP Hellblazer fosse interpretada ipsis litteris para o cinema e para a TV do jeito que Peter Milligan, Paul Jenkins, Warren Ellis, e tantos outros o escreveu, talvez muita gente curtisse mais, mas este cara aqui teria perdido a oportunidade de se divertir com o anti-herói mais popular do selo Vertigo (e talvez de toda a DC Comics, com a exceção do Lobo talvez?); talvez muita gente também não tivesse a oportunidade de curtir o personagem que você tanto gosta.

É isso. Constantine é meu novo argumento para versões serem o mais diferente possível do original. (Meu exemplo musical ainda é Help pela Tina Turner.)

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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