Como era esperado, a Wizards of the Coast e a Hasbro entraram na justiça para prevenir que a Warner Bros. produza um filme usando qualquer marca relativa à propriedade Dungeons & Dragons. Com o processo (e a necessidade de entrega de documentos à justiça, que são sempre públicos) agora podemos saber mais sobre a história toda.

Logo que a WotC adquiriu a TSR, lá nos anos 1990, uma licença para produção de filmes usando a IP “Dungeons & Dragons” para uma produtora chamada Sweetpea Entertainment. O contrato estipulava um prazo limite para produção de filmes, caso contrário os direitos reverteriam à WotC, mais multa. A Sweetpea alega que cumpriu os prazos com a produção de Dungeons & Dragons: Wrath of the Dragon God (2005) e Dungeons & Dragons: The Book of Vile Darkness (2012), mas a WotC/Hasbro alega que a produção de filmes para TV está numa porção separada do contrato, que não cumpriria com a(s) cláusula(s) sendo discutidas. Ou seja, a Sweetpea não teria direitos sobre a IP do D&D para negociar coma Warner para começo de conversa.

Conforme noticia o portal ICv2, a WotC já tentara pegar esses direitos de volta em 1998 por conta de atrasos para começar a filmar aquele filminho que acabou saindo em 2000.

O curioso é que na IMDb.com a Sweetpea está listada como companhia produtora apenas dos dois primeiros filmes, não do terceiro (produzido por Zinc Entertainement). Como essa Zinc está listada como co-produtora também do segundo filme, imagino que a Sweetpea tenha “terceirizado” a produção do famigerado D&D 3. Não é incomum uma produtora fazer um filme de merda só para cumprir prazos contratuais e não perder uma licença que consideram suculenta.

Acho que essa novela vai longe. E, enquanto isso, não teremos nenhum filme usando a IP do Dungeons & Dragons, Chainmail ou qualquer outra relacionada, já que a Universal não pode fazer um filme com elas enquanto o imbróglio legal não se resolver.

Há males que vêm para bem.

Fontes: ICv2.com e IMDb.com

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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