Hoje não é sexta-feira, mas as sextinhas ainda valem ser destacadas. Semana passada eu topei com muitas notícias de quadrinhos que não irão para o Por trás da Máscara (que só volta a ser gravado dia 07 de Janeiro), e também com novidades de jogos de caixa e video games.

A Mulher-Maravilha não é mais aquela: A fase de Brian Azzarello e Cliff Chiang durou maravilhas (badum-tsss…!) trinta e cinco edições. A mudança de time criativo anunciada para a edição 36 foi muito alardeada quando foi anunciada, mas parece que a revista mudou para pior, de acordo com esta resenha de Hugh Ryan para The Daily Beast.

Novo uniforme para a Mulher-Aranha: Kris Anka criou um novo design para a Mulher-Aranha que é ao mesmo tempo moderno e mantém os principais elementos reconhecíveis da roupa que Jessica Drew usa desde 1977. Há uma tendência em uniformes para heroínas hoje que são ao mesmo tempo respeitosos à forma feminina (afastando-se do “body paint” e as formas ultra-sexys) e moderninhos, como pudemos ver na nova Batgirl desenhada por Babs Tarr revelada em Outubro. O novo uniforme, que estréia na edição #4, em Março, virou notícia até na CNN. Eu, particularmente, ainda acho que essa revista ainda tem um problema: Greg Land.

G. Willow Wilson é exclusiva da Marvel agora: numa indústria típica por seu sistema de contratação de free-lancers, que significa que você é demitido ao fim de cada trabalho, contratos de exclusividade são raros. Mas já é a segunda vez este ano que a Marvel faz isso, assegurando a argumentista de Ms. Marvel só para si. O ótimo trabalho da quadrinista também assegurou seu nome no título X-Men (que, apesar do nome, é um time de mutantes composto exclusivamente por mulheres). Wilson já provocou dizendo que pode rolar um cross-over entre as revistas.

Banho de loja para Archie e a turma de Riverdale: Depois de 75 anos, a famosa Archie Comics estava mesmo precisando de uma renovada. Ao menos é o que aposta Jon Goldwater, o cabeça e filho do fundador da empresa. A mudança é algo tão chocante para os Estados Unidos que a notícia saiu no The New York Times. (Agradecimentos ao Daniel T. Chaves pela dica.)

DC Comics homenageia filmes famosos: As capas de Março de 2015 das revistas “New 52” da DC Comics irão plagiar/homegear pôsteres de filmes importantes da história da Warner Bros. Muitos sites estão postando os pôsteres originais e as capas já reveladas lado-a-lado, mas eu achei legal tentar adivinhar. Se quiser ver as capas sem ter os filmes originais “spoilerados”, veja o anúncio oficial da editora.

Batman Beyond em LEGO Batman 3: Beyond Gotham: Esse game já virou “LEGO: DC Universe” faz tempo, não? O mais novo DLC para o game introduz os principais personagens do desenho animado dos anos 1990 (e meu favorito de todo o acervo animado da DC/Warner): Terry McGinnis como o Batman do Futuro, o velho Bruce Wayne, Ace (o cão do velho Bruce) e alguns vilões icônicos do desenho, como Blight, Inque, Bonk (da gangue dos Jokerz) e as versões “Beyond” de Mr. Freeze e Coringa (que apareceu no filme).

Elder Sign recebe segunda expansão: Acrescentando locações no famoso sanatório para o jogo básico (que se passa no museu de Arkham), Gates of Arkham está planejado para sair em algum momento no primeiro quadrimestre de 2015 e já é a segunda expansão para o jogo 2011 da Fantasy Flight (a primeira foi Unseen Forces, de 2013). A FFG parece estar mantendo este jogo em fogo baixo, com uma expansão a cada dois anos ao invés de uma por ano, como é o costume da indústria. Ironicamente, essas expansões a conta-gotas me dão mais água na boca que expansões lançadas a toque de caixa, como é o caso de Android: Netrunner.

Kickstarter para Ghost Town, cenário para 12 Realms, chega a 100% em poucas horas: Quem freqüenta o blog sabe que eu sou fã do trabalho do pessoal da MAGE Company. Se você possui um de seus jogos mais recentes, como Hoyuk ou 12 Realms, sabe que o nível de qualidade da empresa grega está no ou acima do patamar dos pesos pesados da indústria. O mais recente sucesso instantâneo da MAGE Company é o Kickstarter para a expansão Ghost Town, do jogo 12 Realms, que chegou a praticamente quatro vezes o pedido inicial de 4 mil Dólares, com ainda quase três semanas de Kickstarter. Ghost Town acrescenta um cenário de velho-oeste ao acervo de fantasia e contos de fada multi-étnico de 12 Realms. Se você não conhece o jogo, a empresa tem um vídeo-tutorial que mostra tanto a qualidade material do jogo como seus conceitos básicos. Para os interessados em 12 Realms, o financiamento de Ghost Town conta com “pledge levels” que incluem o jogo básico, a primeira expansão (Ancestors Legacy) e até mesmo um nível com o jogo básico e ambas as expansões. Os caras enviam para o Brasil por volta de USD 35, o que é menos do que normalmente se gasta para mandar um jogo dos EUA para cá com rastreio internacional (mas é bom entrar em contato com eles antes, pois o preço do envio pode variar conforme o seu “pledge level”).

Marcelo foi criança nos anos 80, então videogame pra ele é Sega, RPG é HeroQuest e calçado é All Star. Lê ficção especulativa sempre que pode, de preferência David & Leigh Eddings, Anne McCaffrey e John Scalzi. Evita TV como a peste — exceto se estiver passando Jornada nas Estrelas ou Supernatural. Gosta mais de cães do que de gente e abandonou a carreira de professor secundarista de História para pesquisar história da saúde pública na Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

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