Este arco resolve o problema dos primeiros X-Men permanecendo no futuro. Temos um conflito entre os X-Men da Escola Jean Grey, os X-Men renegados do Ciclope e não um, mas dois times de X-Men do futuro, todos lutando pelo destino dos X-Men juniores. As conseqüências dessa história afetaram quase todas as revistas mutantes pelos anos que seguiram.

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Ao mesmo tempo em que eu esperava mais desta história, tendo em vista o que a Marvel produziu no mesmo período (Daredevil de Mark Waid e Chris Samnee, Thor de Jason Aaron e Esad Ribic, só pra citar alguns), X-Men: Battle of the Atom parece apenas mais uma história ao invés de ser um arco que definirá os próximos anos de quase todas as revistas mutantes.

Ainda assim, alguns dos meus desenhistas favoritos se mantiveram em seus títulos para contar esta história, e ler um gibi desenhado por Chris Bachalo ou Kris Anka é sempre um prazer!

X-Men: Battle of the Atom foi publicado entre Setembro e Outubro de 2013 e se espalhou pelas revistas All-New X-Men (vol. 1) #16 e 17, X-Men (vol. 4) #5 e 6, Uncanny X-Men (vol. 3) #12 e 13 e Wolverine & The X-Men (vol. 1) #36 e 37, além de ter duas revistas exclusivas, X-Men: Battle Of The Atom #1 (que abriu o evento) e #2 (que fechou o evento). Um encadernado com 224 e toda a história em ordem foi publicado em Janeiro de 2014. No Brasil, foi publicado pela Panini em 2016, com 252 páginas. O que tem a mais na edição brasileira nessas 28 páginas, eu não sei.

Spoilers a seguir!

Algumas conseqüências imediatas deste arco certamente gerarão repercussões por muitos anos nas revistas mutantes. Ao fim da história, os cinco X-Men originais se encontram unidos novamente [Anjo havia se unido aos X-Men do Ciclope há alguns meses, em Uncanny X-Men (vol. 3) #4] e partem para viver suas próprias vidas, longe de ambos os times de X-Men. Eventualmente eles se unirão aos X-Men renegados, exceto pelo jovem Ciclope, que vai se juntar ao pai e aos Starjammers em sua própria revista-solo.

Os X-Men da mansão X também perdem um membro importante: Kitty Pride se une aos X-Men renegados, primeiro para continuar sendo a mentora dos X-Men originais, segundo porque o desenvolvimento da história, particularmente como os X-Men do Wolverine trataram os cinco garotos do passado, a deixou desacreditada. Antes, o único motivo de eu estar lendo Uncanny X-Men era a arte de Chris Bacalo. Mas agora a dança das cadeiras me deu um motivo roteirístico para continar lendo a revista.

A conseqüência que eu mais gostei de Battle of the Atom foi Kymera, a filha da Ororo vinda do futuro, ter ficado no presente para caçar os membros restantes da Irmandade de Mutantes Malignos do futuro dela. 

Curioso como, apesar de se espalhar por dez revistas, o atual estado do Wolverine (sem fator de cura) só não me passou despercebido por causa do ataque de Raze, que o deixou incapacitado. Não só o arco Killable estava rolando ao mesmo tempo na revista Wolverine, como eu a estava lendo ao mesmo tempo! Acho que isso mostra que, ou eu sou super-desatento, ou tinha tanta coisa acontecendo em Battle of the Atom que não deu realmente pra explorar tudo o que se poderia explorar.

Concluindo

Ainda assim, apesar de eu considerar um arco mediano, Battle of the Atom manteve meu interesse nas revistas mutantes entrando em 2014, prosseguindo em minha leitura do universo Marvel desde que deixei de ler, lá em 2006 em Civil War. Foi um evento que não precisou parar com as histórias que estavam rolando nas revistas envolvidas. De fato, as histórias imediatamente anteriores dessas revistas já ameaçavam tudo o que rolou em Battle of the Atom. Acho que é assim que a Marvel deveria fazer todos os seus eventos.